O segredo está no medo. Medo de sentir, de ser tocado; medo de procurar e ser encontrado; medo de atingir e deixar-se ir; de ser feliz ou deixar ser; de pensar pouco ou demais; medo de gostar e amar e ser amado.
O medo controla tudo: as nossas acções, ou a ausência delas. Corajoso não é aquele que não tem medo...corajoso é aquele que, mesmo tremendo, decide viver a sobreviver.
No fundo, não cabe a nós sentir medo de nada...muito menos do próprio medo ou das pessoas. No caso destas, elas são como livros: A capa pode ser apelativa, ou não; pode ter um bom título, ou não; mas no fim, somos sempre nós que decidimos abrir, ou não, o livro. De o ler, de deixar ir, aventurar-nos na descoberta; e perceber se a leitura foi longa ou rápida, demasiado curta ou longa, ou se a própria escrita é acessível, agradável, criativa e apelativa (orgásmica!).
Se valeu a pena? Um livro (pessoas) vale(m) sempre a pena. Porque no fim conseguimos abrir o livro. No fim, conseguimos viver com medo, mas ainda assim, vivemos.
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