A idade é realmente algo de extraordinário. Ou será o tempo? Ou o valor dele?
Quanto mais o tempo passa e mais experiências vivemos ao chegarmos à idade adulta, percebemos que todos os sonhos de criança, ideias de futuro, inóspitas, no fundo deixam de ser realizáveis.
Chegamos aos 20's a pensar que tudo é possível e que conseguimos conquistar o mundo ao fazer tudo. Sozinhos. Que cada escolha não tem consequências, que são remediáveis no dia seguinte. Nem nos preocupamos muito com o futuro. De todas as décadas, esta é sem dúvida a mais ilusória.
Acabamos por ter tantas possibilidades na vida que não realizamos nenhuma. Andamos à deriva num rio, com a corrente, na esperança em chegar à outra margem dos 30's.
É nos 20's que amamos profundamente, que esquecemos facilmente, que nos magoamos rapidamente. É nos 20's que sentimos mais, mais intensamente e perpétuamente.
É nos 20's que sonhamos mais, com mais frequência. Com mais tristeza.
Sabemos que no fundo já não somos crianças, mas não conseguimos deixar de querer tornar este mundo um sitio melhor, de fazer diferença.
Não conseguimos deixar de amar, viver, as pessoas, as rotinas, os animais, a vida em si, no seu pleno.
Queremos todos acreditar que vamos ser felizes "quando formos grandes" sem deixar para trás a nostalgia do ser pequeno, num corpo grande. No fundo, queremos todos amar e ser amados sem acreditar que podemos sair magoados. Sem acreditar que a tristeza que se sente no âmago do estômago, que quase que chega ao coração, é a eterna ansiedade de que no mundo dos grandes, ninguém sofre sem ser amado.
terça-feira, 19 de setembro de 2017
quinta-feira, 24 de agosto de 2017
25/08/2017
Apercebi-me que afinal até gosto de estar sozinha. É como se observássemos mais o que está à nossa volta. Ouvíssemos o que nos rodeia. Os pássaros na rua, o cão do vizinho a ladrar, os carros a passar...é como se saíssemos do nosso corpo e nos materializássemos para o resto do mundo, já que tudo está à nossa mercê.
Faço o que quero, como quero, com quem quero, sem ter de dar explicações alheias nem justificações.
Amo-me como sou e fico feliz com a minha companhia. Os meus pensamentos já não são negros como outrora. São confusos e cheios de incertezas, mas com muita fé, força e perseverança. Nunca estive tão forte. Acho que no fundo, encontrei parte da liberdade que procurava. Liberdade para agir, pensar, amar e odiar. Para acordar, comer ou beber, trabalhar ou dormir se quiser. Sermos livres não é realmente estarmos no meio selvagem. É estarmos fixos num sitio por vontade própria, e ainda assim, o nosso espírito viajar para onde desejar, sem restrições.
A liberdade só se alcança quando a alma, e não o corpo, está livre.
Faço o que quero, como quero, com quem quero, sem ter de dar explicações alheias nem justificações.
Amo-me como sou e fico feliz com a minha companhia. Os meus pensamentos já não são negros como outrora. São confusos e cheios de incertezas, mas com muita fé, força e perseverança. Nunca estive tão forte. Acho que no fundo, encontrei parte da liberdade que procurava. Liberdade para agir, pensar, amar e odiar. Para acordar, comer ou beber, trabalhar ou dormir se quiser. Sermos livres não é realmente estarmos no meio selvagem. É estarmos fixos num sitio por vontade própria, e ainda assim, o nosso espírito viajar para onde desejar, sem restrições.
A liberdade só se alcança quando a alma, e não o corpo, está livre.
quarta-feira, 7 de junho de 2017
08/06/17
Acho que no fundo não vale a pena falar.
Não vale a pena dizer-te que basta um olhar teu para me
derreter. Que basta uma palavra tua para gargalhar. Basta a tua presença para o
meu sorriso parvo surgir.
Não vale a pena dizer-te que o teu cheiro me anestesia a
alma completamente. Tornou-se a minha droga. Parece que o sinto em todo o lado,
tal não é a ânsia de te querer.
Não vale a pena dizer-te o quanto o teu sorriso é importante
para mim, o quanto as tuas piadas irónicas me exasperam, e o quanto me fazes sentir
ignóbil, frágil e nua.
Não vale a pena dizer-te que anseio pela tua atenção noite e
dia, só para mim.
Não vale a pena falar sequer, quando os meus olhos reflectem
todos os meus anseios, o quanto brilham só de te olhar e o quão afligidos ficam
só de te sentir e cheirar.
Não vale a pena, pois não? É tão transparente quanto a mais cristalina
das nascentes.
Tu percebes. Tu entendes. Tu compreendes. Quando for, será.
Tu não me dirás o que eu quero ouvir…tu irás mostrar-me o
que está para vir. E até lá, aguardar-te-ei. Provavelmente com o maior e mais ridículo
sorriso que poderei alguma vez ter.
quinta-feira, 11 de maio de 2017
11/05/17
Palavra do dia: Passado. Remete-nos imediatamente para a nostalgia do ser. Aquele vazio no peito que não conseguimos explicar. Dizem que o passado nos molda a sermos como somos no presente e que influência o futuro. Em certa parte é verdade...o passado ajuda-nos a aprender com ele. Tentativas falhadas, fracassadas. Ensina-nos a dar valor a quem está presente, no presente. A dizer adeus, a perdoar e a chorar. Ajuda-nos a moldar um futuro ilusório, idealizado unicamente para consolar o presente. Pois para mim, o presente é tudo.
Uma mescla de sentimentos, emoções, acções que, agregadas a muita determinação, formam o agora, idealizado ou não. Mas apesar de o passado influenciar a tomada de decisões, inconscientes ou não, é no presente que está a chave para realizar, fazer acontecer, sonhar. É no agora que vivemos; porquê pensar num passado e futuro distantes, se é no agora que sentimos mais, que liberta na nossa pele o suor do pensar e do sentir. É no agora que temos poder para dizer "basta!" ao passado e "esperai!" ao futuro. É no agora que está tudo.O resto é romance.
O futuro é unicamente especulativo, mas o passado...esse é definitivo. E já foi.
Uma mescla de sentimentos, emoções, acções que, agregadas a muita determinação, formam o agora, idealizado ou não. Mas apesar de o passado influenciar a tomada de decisões, inconscientes ou não, é no presente que está a chave para realizar, fazer acontecer, sonhar. É no agora que vivemos; porquê pensar num passado e futuro distantes, se é no agora que sentimos mais, que liberta na nossa pele o suor do pensar e do sentir. É no agora que temos poder para dizer "basta!" ao passado e "esperai!" ao futuro. É no agora que está tudo.O resto é romance.
O futuro é unicamente especulativo, mas o passado...esse é definitivo. E já foi.
10/05/17
O ser humano procura sempre o amor em todo o lado. Nas pessoas, nos animais. Estejam onde estiverem, tudo aquilo que procuram é agradar para os amarem.
Pois eu gosto de ser banhada pelo sol num dia de chuva. De sentir que sou especial a esse ponto. De ouvir os pássaros da minha janela e perceber que a mamã está a dar de comer aos seus filhotes. De observar e ouvir os estragos causados pelos ventos fortes na cidade.Da sujidade nas ruas molhadas pela chuva. De amar a cidade no seu todo, em que me sinto realmente viva, especial e singular. Para mim, isso é amar e ser amado.
Vivemos num mundo tão cheio, mas tão vazio que não precisamos uns dos outros. Gostarmos de nós próprios ao ponto de não precisarmos de outra companhia humana, é realmente peculiar.
Pois então, seremos todos peculiares! Vamos olhar o mundo de outra forma e dar-lhe aquilo que ele precisa. Sem rodeios, devaneios ou lamentações. Tanta preocupação com o fazer e acontecer, para no fim, o famoso nada. Estrondoso! É realmente uma pena.
Sendo assim, contentar-me-ei com o sol, os pássaros, a chuva e o vento da minha cidade. Deixem os humanos estar. Já estão habituados a sobreviver e ainda assim, prevalecer.
Pois eu gosto de ser banhada pelo sol num dia de chuva. De sentir que sou especial a esse ponto. De ouvir os pássaros da minha janela e perceber que a mamã está a dar de comer aos seus filhotes. De observar e ouvir os estragos causados pelos ventos fortes na cidade.Da sujidade nas ruas molhadas pela chuva. De amar a cidade no seu todo, em que me sinto realmente viva, especial e singular. Para mim, isso é amar e ser amado.
Vivemos num mundo tão cheio, mas tão vazio que não precisamos uns dos outros. Gostarmos de nós próprios ao ponto de não precisarmos de outra companhia humana, é realmente peculiar.
Pois então, seremos todos peculiares! Vamos olhar o mundo de outra forma e dar-lhe aquilo que ele precisa. Sem rodeios, devaneios ou lamentações. Tanta preocupação com o fazer e acontecer, para no fim, o famoso nada. Estrondoso! É realmente uma pena.
Sendo assim, contentar-me-ei com o sol, os pássaros, a chuva e o vento da minha cidade. Deixem os humanos estar. Já estão habituados a sobreviver e ainda assim, prevalecer.
09/05/17
Aquela sensação de ser grande e pequeno simultaneamente. Nunca gostamos de nada no seu pleno; mas o homem consegue, exclusivamente e unicamente, ser grande e pequeno (e gostar disso!).
Somos grandes porque evoluímos e adaptamo-nos. Somos grandes porque amamos, e temos o poder para. Mas somos pequenos porque duvidamos, mentimos; e porque não vemos, só olhamos. Somos pequenos porque regredimos depois de evoluir; porque escolhemos amar 10 em vez de 100; somos pequenos porque existimos e não coexistimos e somos pequenos porque evoluímos mas não vivemos.
Aquela sensação de ser grande e ter poder para, é o que exactamente nos impede de subir e não descer.
O poder tolda-nos o pensamento. O poder de puder, de agarrar em vez de soltar, de fingir a sorrir, de gostar a amar. Seres perfeitos na sua imperfeição. Seres incógnitos (?) que nunca recordarão. Que memórias serão e terão estes? Uma evolução de uns seres que se dizem humanos sem qualquer tipo de humanidade.
Pois os outros seres, aqueles que nos dizem que são animais, são na sua imperfeição, perfeitos. Porque amam sem gostar, e são grandes e pequenos não para evoluir, mas sim para viver.
08/05/17
A raiva do ser e do sentir. A magia corrupta por detrás de cada acto. São como pedras no estômago, que pesam. Como um zoo inteiro em vez de borboletas.
A raiva do ver e do ouvir. Nada esclarecedor está por vir...enfermo é o sentir.
A mágoa no olhar é, no entanto, assustador. O sentir tudo que não é nada, porque do cérebro não sobra nada. É enevoado esse sentimento. "O nada que é nada mas que é tudo". Porque no fundo, a mágoa é a raiva do ser e do sentir, do ver e do ouvir.
A raiva do ver e do ouvir. Nada esclarecedor está por vir...enfermo é o sentir.
A mágoa no olhar é, no entanto, assustador. O sentir tudo que não é nada, porque do cérebro não sobra nada. É enevoado esse sentimento. "O nada que é nada mas que é tudo". Porque no fundo, a mágoa é a raiva do ser e do sentir, do ver e do ouvir.
05/05/17
O segredo está no medo. Medo de sentir, de ser tocado; medo de procurar e ser encontrado; medo de atingir e deixar-se ir; de ser feliz ou deixar ser; de pensar pouco ou demais; medo de gostar e amar e ser amado.
O medo controla tudo: as nossas acções, ou a ausência delas. Corajoso não é aquele que não tem medo...corajoso é aquele que, mesmo tremendo, decide viver a sobreviver.
No fundo, não cabe a nós sentir medo de nada...muito menos do próprio medo ou das pessoas. No caso destas, elas são como livros: A capa pode ser apelativa, ou não; pode ter um bom título, ou não; mas no fim, somos sempre nós que decidimos abrir, ou não, o livro. De o ler, de deixar ir, aventurar-nos na descoberta; e perceber se a leitura foi longa ou rápida, demasiado curta ou longa, ou se a própria escrita é acessível, agradável, criativa e apelativa (orgásmica!).
Se valeu a pena? Um livro (pessoas) vale(m) sempre a pena. Porque no fim conseguimos abrir o livro. No fim, conseguimos viver com medo, mas ainda assim, vivemos.
O medo controla tudo: as nossas acções, ou a ausência delas. Corajoso não é aquele que não tem medo...corajoso é aquele que, mesmo tremendo, decide viver a sobreviver.
No fundo, não cabe a nós sentir medo de nada...muito menos do próprio medo ou das pessoas. No caso destas, elas são como livros: A capa pode ser apelativa, ou não; pode ter um bom título, ou não; mas no fim, somos sempre nós que decidimos abrir, ou não, o livro. De o ler, de deixar ir, aventurar-nos na descoberta; e perceber se a leitura foi longa ou rápida, demasiado curta ou longa, ou se a própria escrita é acessível, agradável, criativa e apelativa (orgásmica!).
Se valeu a pena? Um livro (pessoas) vale(m) sempre a pena. Porque no fim conseguimos abrir o livro. No fim, conseguimos viver com medo, mas ainda assim, vivemos.
Subscrever:
Mensagens (Atom)